Archive for May, 2006

Natureza Morta

May 31, 2006

Ontem fui com a Joana ao Teatro do Campo Alegre ver o filme/documentário Natureza Morta da Susana de Sousa Dias, recomendado por outra Joana.
Um documento a preto e branco que aliado ao som resulta na criação de um registo frio e tenebroso dos 48 anos da ditadura Salazarista.
A transposição do fantasma ditatorial é feita em rigor para o ecrã e a atmosfera torna-se mais fria dentro da sala ao visionar as imagens de um passado negro. Será um documentário de terror? Sem qualquer dúvida que sim. Mas bem real.
A realizadora recorre a imagens de arquivo da ditadura para construir a sua obra. Apesar da forma abstracta da concepção deste documentário, as imagens não o são. São pessoas reais de um período real. O facto de não existirem diálogos narrativos confere um estado de constante procura de diálogos dentro do espectador. Mas as monstruosidades dos actos fascistas não têm palavras.
Natureza Morta evolui: a partir da chegada ao poder de Salazar ao fanatismo popular em torno do ditador; olhando para a Guerra Colonial e as suas consequências (ficou-me na memória os soldados portugueses munidos de napalm a queimarem as plantações das populações locais para os matarem à fome); não deixando de lado a passividade dos países estrangeiros (EUA ou o Reino Unido, os países da liberdade…) que fizeram por ignorar a situação nacional; passando pelo apoio incondicional da Igreja ao regime (passagens e referências mordazes e verdadeiras sobre a Senhora de Fátima e o poder da ICAR sobre o Povo reconhecidas ao olhar particular de cada espectador); até a forma como a alta sociedade que pactuava com o estado das coisas; termina finalmente com a Revolução dos Cravos. O filme é intenso e quando no final chegam algumas imagens explícitas das atrocidades da guerra, estas não chocam, apenas são consequências de um regime doentio. O filme não foca apenas um ditador e o seu regime, é composto por pessoas, rostos de pessoas que vão sendo desfiladas ao longo do documentário. Vítimas da opressão (alguns ficaram uma vida na cadeia devido às suas convicções politicas), servem de pausa reflectiva. Do seu púlpito, Salazar controla as massas e os seus exércitos. Declaradamente pela força, declaradamente com a Igreja pela subversão do Povo. A montagem e edição das imagens em câmara lenta são fulcrais para recriar o opressor sempre que ele aparece no ecrã. As sequências são tão soberbas como assustadoras. Para se existir no presente é preciso entender o passado.
Natureza Morta
traz para o nosso quotidiano a lembrança de uma época negra da história portuguesa. A liberdade prolifera nos nossos dias e é dada como adquirida, mas muitas pessoas sofreram para que esta pudesse voltar a existir desde 25 Abril de 1974. Este documentário é também um tributo a essas pessoas.

Para que a memória não se apague, este documentário deve ser difundido e visto por todos.

Império do Meio (part 2)

May 30, 2006

Mas há mais. Não é só uma questão de coragem, é também uma questão técnica.
A língua chinesa?
Eu sou programador de computadores. Aprendi a "falar" C e C++. Pascal, Basic também. Aprendi HTML, XML e SQL. PHP, Python, Java, Shell Script e Prolog. Perl e Assembly. Quanto a línguas naturais, além de português, aprendi inglês, catalão, francês e espanhol. Não me assusta aprender mandarim. E o mais fascinante é a representação gráfica.
Nos últimos 3 meses adquiri a informação que necessitava. Intelectual, cultural, civilizacional, política, histórica, técnica. Contextualizei-me. Sinto-me preparado para ir. Agora a escolha. Pequim, Xangai, Macau, Guangzhou, Hong Kong ou Nanjing. Adoro decisões.

Alimentação? Eu morei sozinho durante quase 3 anos. A alimentação não me preocupa.

Está tudo dentro do planeado. Como um script PHP. Mais uma brilhante combinação de lógica, sintaxe, matemática, ciência, informática e inteligência.


- Nunca ninguém fez nada disto.
- Eu sei. Por isso é que vai resultar.

Império do Meio (part 1)

May 25, 2006

Muitos dizem-me que nunca teriam a coragem de fazer o que eu estou a fazer.
"Deixar tudo de um momento para o outro e recomeçar. E o trabalho, a casa, a Portoware, o activismo informático, as responsabilidades, as coisas, as namoradas, os amigos."
Mas a verdade é que há um erro nesta síntese analítica inicial. Tudo isto não é um recomeço. É uma continuação. A minha continuação.

De facto, vou deixar muito. Muito que não queria também.
Mas "para fazer omoletes é preciso partir alguns ovos".

A ignorância face à China dá tantas vezes lugar a preconceitos saloios e mesquinhos. Nota do atraso intelectual e cultural de alguns. A maior parte infelizmente.
E não, não vou para a China pelas mulheres. Para isso não saía daqui. Toda a gente sabe que eu prefiro as loiras. Não consta que hajam muitas na China, são uma minoria. Só existem 2 milhões de loiras… :D (piadinha!!)

Um pouco de PHP

May 25, 2006

Implementei esta experiência de encriptação há 2 anos.
Não é nada do outro mundo mas foi uma boa base para outros voos.

<? function _fwk_filter_encrypt($content) {
$table = "0123456789abcdefghijklmnopqrstuvwxyz
ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ_@";
$xor = 165;

// prepara tabela

$table = array_keys(count_chars($table, 1));
$i_min = min($table);
$i_max = max($table);
for ($c = count($table);
$c > 0;
$r = mt_rand(0, $c–))
array_splice($table, $r, $c – $r, array_reverse(array_slice($table, $r, $c – $r)));

// sequência encode

$len = strlen($content);
$word = $shift = 0;
for ($i = 0; $i < $len; $i++) {
$ch = $xor ^ ord($content[$i]);
$word |= ($ch << $shift);
$shift = ($shift + 2) % 6;
$enc .= chr($table[$word & 0x3F]);
$word >>= 6;
if (!$shift)
{
$enc .= chr($table[$word]);
$word >>= 6;
}
}
if ($shift)
$enc .= chr($table[$word]);

// sequência decode

$tbl = array_fill($i_min, $i_max – $i_min + 1, 0);
while (list($k,$v) = each($table))
$tbl[$v] = $k;
$tbl = implode(",", $tbl);

$fi = ",p=0,s=0,w=0,t=Array({$tbl})";
$f = "w|=(t[x.charCodeAt(p++)-{$i_min}])<<s;";
$f .= "if(s){r+=String.fromCharCode({$xor}^w&255);w>>=8;s-=2
}else{=6}";

// gera página

$r = "<script language=JavaScript>";
$r.= "function decrypt_p(x){";
$r.= "var l=x.length,b=1024,i,j,r{$fi};";
$r.= "for(j=Math.ceil(l/b);j>0;j–){r='';
for(i=Math.min(l,b);i>0;i–,l–){{$f}}document.write(r)}";
$r.= "}decrypt_p(\"{$enc}\")";
$r.= "</script>";
return $r;
}
ob_start("_fwk_filter_encrypt");
?>

GNU/Linux em Cuba

May 24, 2006

Chama-se a isto luta consequente.


Cuba está organizando la migración progresiva de las computadoras instaladas en los organismos de la Administración Central del Estado hacia el software libre, sobre la base del sistema operativo Linux, eliminando así la presencia casi exclusiva del Windows en las máquinas.

La noticia trascendió durante una conferencia ofrecida por Roberto del Puerto, director de la Oficina para la Informatización de la Sociedad, en el III Taller de Software Libre, el cual tuvo lugar durante la recién finalizada Convención Internacional Informática 2005.

El sistema operativo Linux, creado en la década de 1980 por Linus Torvalds, se diferencia de similares como Windows, de Microsoft, en que su código fuente es totalmente abierto, y por tanto puede ser modificado y distribuido por el usuario cuantas veces quiera.

La Isla, que posee actualmente más de 1 500 usuarios de Linux y una comunidad de desarrolladores fuerte en varias provincias del país, ya cuenta también con su propia distribución de Linux —un conjunto de programas agrupados de acuerdo a sus prestaciones y calidad— que fue presentada ayer.

Además, la Oficina para la Informatización ha diseñado una estrategia que comprende acciones de organización, técnicas, diseño de un marco legal, así como la capacitación y el cambio paulatino de los sistemas de Windows a Linux.

La política será rectoreada por un Grupo Nacional, que integran entre otros la propia Oficina, los ministerios de Justicia, del Interior, de Informática y las Comunicaciones, la Red Telemática de Salud (Infomed), la CUJAE, los Joven Club y la Universidad de las Ciencias Informáticas. Esta última, con más de 6 000 estudiantes, ya ha destinado una de sus facultades para el desarrollo de programas sobre Linux.

Amaury E. del Valle

Fonte: http://www.rebelion.org/noticia.php?id=31918

Divulga o Firefox

May 24, 2006

Firefox

Bem… eu não mas é o melhor browser gráfico que anda pela web.

E há mais de onde veio este.

 

Firefox ou Firefox ou Firefox ou Firefox ou Firefox

É só escolher em br.mozdev.org/firefox/botoes

Medidas tomadas contra o Irão que não forem adoptadas também contra Israel carecem de credibilidade

May 23, 2006

Ao
Excelentíssimo Kofi Annan
Secretário-Geral das Nações Unidas

18 de Maio de 2006
Ref.: Ameaça iraniana de retirar-se do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP)

Excelência:

Os projectos nucleares do Irão adquirem um significado alarmante com a recente ameaça do país de retirar a sua aceitação ao Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).

O Médio Oriente é uma região volátil. Nos últimos 50 anos o Médio Oriente teve mais guerras do que qualquer outra região no mundo. Se governos nesta região adquirirem armas nucleares a probabilidade de um holocausto nuclear no ME acresce agudamente.

Um holocausto nuclear no Médio Oriente afectará todo o mundo.

Falta credibilidade aos esforços para travar projectos nucleares do Irão na medida que permitem a outros governos nesta região possuírem tais armas.

Como é bem sabido, em 1987 um tribunal de Israel sentenciou o cidadão israelita Mordechai Vanunu a 18 anos de prisão por informar o Sunday Times acerca da indústria de armas nucleares de Israel.

O tribunal israelita declarou Vanunu culpado por Traição, não por Calúnia.

Isto equivale a uma admissão oficial de que Israel tem armas nucleares.

Até agora o Irão nega que pretenda construir armas nucleares e subscreveu o TNP. Todos os governos israelitas recusaram-se a assinar o TNP.

O sr. Shimon Peres, vice-primeiro-ministro de Israel, recentemente respondeu às ameaças iranianas contra Israel declarando que "o Irão também pode ser destruído".

Sugerimos que o senhor actue de modo a que tanto Israel como o Irão obedeçam ao TNP e coloquem todas as suas instalações nucleares sob controle internacional.

As medidas tomadas contra projectos nucleares do Irão que não forem aplicadas também a projectos nucleares de Israel carecem de credibilidade e estão destinadas a aparecer como enviesadas e hipócritas.

Convidamos o senhor a declarar que a ONU apoia um Médio Oriente Livre do Nuclear e que actuará no sentido de fazer com que todos os governos nesta região assinem o TNP.

Só a pressão sobre TODOS os governos nesta região pode impedir um holocausto nuclear.

Atenciosamente,
à espera da sua resposta,
Gideon Spiro, Comité coordenador

Em nome dos seguintes membros do Comité:
Akiva Orr, Yael Lotan, Dr. Yehuda Atai, Ehud Ein-Gil, Alon Marcus, Giyora Neumann

Para mais informação é favor contactar o Comité Israelita para um Médio Oriente Livre de Armas Atómicas, Biológicas & Químicas: Caixa Postal 16202, Tel Aviv, 61161, Israel; Tel/Fax +972-(0)3-5222869; e Email: spiro@bezeqint.net

O original encontra-se em http://mrzine.monthlyreview.org/annan200506.html

O princípio do fim do .doc?

May 23, 2006

O formato do OpenDocument foi aprovado como standard internacional ISO (ISO/IEC 26300). Mais um passo na direcção certa.

get openoffice.org


WASHINGTON, May 3 /PRNewswire/ — The OpenDocument Format Alliance (ODF Alliance), a broad cross-section of associations, academic institutions and industry dedicated to solving the problem of improving access and retrieval of electronic government documents, today congratulated the International Organization for Standardization (ISO) for its sweeping approval of the OpenDocument Format as an international standard.

Since its launch in early March, the ODF Alliance has grown to over 150 members worldwide. The Alliance was created to resolve the problem of governments’ and their constituents’ limited ability to access, retrieve and use critical records, information and documents in the future. To enable the public sector to have greater control over and direct management of their own records, information and documents, the ODF Alliance seeks to promote and advance the use of OpenDocument Format (ODF). ODF enables the retrieval of information and exchange of documents without regard to the application or platform in which the document was created – both now and in the future.

Approval of the OpenDocument Format by ISO marks an important milestone in the effort to help governments solve the very real problem of finding a better way to preserve, access and control their documents now and in the future,” said Marino Marcich, Executive Director of the ODF Alliance. “There’s no doubt that this broad vote of support will serve as a springboard for adoption and use of ODF around the world. At the same time, it also represents a milestone for the ODF Alliance, which in just weeks has seen a groundswell of support and continues to grow everyday.
The OpenDocument Format emerged from work done at the open source OpenOffice.org project. This work was later submitted to, and further
developed at, OASIS, where it was accepted as an official OASIS standard in May 2005
. The six-month approval ballot for its adoption as a standard by the International Standards Organization and the International Electrotechnical Commission ended on May 1.

In May 2004, the then European Commission’s IDA (Interchange of Data between Administrations) Management Committee “TAC” had publicly encouraged OASIS to submit the OASIS ODF standard to ISO once it had completed its work on the standard. The ODF Alliance believes that approval of ODF by the ISO standards body as an international standard will thus have a particularly strong impact in Europe where ISO standards enjoy official recognition under European Union Directives.In related news, the ODF Alliance also applauded the “Regional Open ICT Ecosystem” Conference currently convening in Bangkok. Attended by a number of Asian governments, this conference (organized by the United Nations’ Asia- Pacific Development Information Programme, and hosted by Thailand’s government) brings together experts, executives, and policy makers from government, business and academia. Within it, ODF is being discussed as a vehicle for universally compatible, innovative and cost effective technology used within governments.

The examples of the conference taking place right now in Asia and the positive ISO vote clearly demonstrate the momentum behind the OpenDocument Format,” added Marcich. “The ODF Alliance intends to build on this successful vote by working with governments around the world to adopt the OpenDocument Format. We believe access to public records and essential services should never be restricted to users of a particular brand of software or computer platform.
For more information about the ODF Alliance, please visit our web site at http://www.odfalliance.org.

SOURCE ODF Alliance

Hu Jintao do lado de lá

May 19, 2006

No mês passado Hu Jintao fez uma visita oficial aos EUA.
Não se conhecem as reacções de Bush à oferta (sarcástica) de Hu de uma cópia de Arte da Guerra de Sun Tzu nem tão pouco à recusa para uma visita ao seu rancho no Texas para Bush lhe olhar nos olhos como ele diz que fez com Putin.

Em vez disso Hu preferiu ver outras coisas

No final Bush referiu que eles (os países) têm uma relação complicada. E por uma vez ele teve razão.
Os EUA têm uma relação difícil com a China porque… precisam dela.
Tal como precisam do petróleo do Iraque, mas esta "relação difícil" não se resolve da mesma maneira. Nem tão pouco se resolve da forma como circundaram a Russia com governos pró-americanos na Ucrânia, na ex-Jugoslávia ou no Afeganistão.

Eles sabem que a China deixou de ser apenas a fábrica do Mundo como agora é também o maior consumidor do Mundo.
As análises visionárias de alguns concretizaram-se. A China já não é o país do futuro. É o país do presente.
E isso incomoda muita gente.

A.L.I.C.E. no país das maravilhas

May 19, 2006

Conheço o projecto A.L.I.C.E. (Artificial Linguistic Internet Computer Entity) há alguns anos, desenvolvido em AIML (Artificial Intelligence Markup Language) que é uma variante de XML. Aqui podes "falar" em real-time com a ALICE. Diverte-te! ;)
Mais alguns projectos de programação ia podem ser encontrados em http://www.botspot.com/pages/chatbots.html