Archive for July, 2006
Império do Meio (part 6)
July 31, 2006Império do Meio (part 5)
July 30, 2006
“It’s something unpredictable
but in the end it’s right.
I hope you had the time of your life.”
A Raquel dedicou-me a música “Dá um mergulho no mar” dos Xutos, a Carla dedicou-me via e-mail “Time of your life (good riddance)” dos Green Day e a Joana a “Vambora” da Adriana Calcanhotto a propósito da minha ida e de outros momentos passados comigo.
Já estou com um pé em Xangai. Quer pela definição final da cidade, quer pela definição profissional.
É verdade que comecei por pensar em Macau como cidade de destino mas tal como a Vera me disse provavelmente não era aquela China que eu procurava. Depois Pequim, mas seguindo as sugestões da Yammy Kiki e da Suzen Ding para evitar a grande tempestade de areia, acabei por preferir Xangai.
Agora depende de mim dar o mergulho no mar… da China e fazer desta “aventura” uma experiência de vida inesquecível. Mas vou continuar a entrar por aí ao som da Adriana.
Um beijo!
Nova Ordem no Médio Oriente
July 27, 2006Confesso que tenho uma aversão e desprezo desmedidos pela televisão em geral e pelos jornalistas em particular. Prova disso é que não tenho sequer televisor em minha casa.
Sei que estou a ser injusto ao meter tudo no mesmo saco mas assim tenho-me safado da descarga (normal) de desinformação sobre o Líbano, Palestina, Israel, Estados Unidos e outros.
Desinformação que começa na linguagem usada. Nos termos. Conceitos. (Os jornalistas são muito hábeis com as palavras…)
Tenho notado também a falta do “porquê” e do “para quê” na composição das notícias sobre a resistência palestiniana.
E se é o Hezbollah ou a Hamas é porque está a raptar soldados israelitas. Se é Israel está a prender militantes palestinianos, que por acaso foram democraticamente eleitos pelo povo palestiniano. Representantes legítimos portanto.
Se se fala do Hezbollah fala-se num tom reprovador, de mau da fita e que as suas armas têm origem no Irão. Mas omitem que as armas israelitas têm origem nos Estados Unidos.
Referem vezes sem conta que o Hezbollah está a matar inocentes israelitas, omitem que até agora Israel assassinou 340 pessoas nos bombardeamentos e só 28 eram guerrilheiros do Hezbollah.
É de notar também que chacina, assassinato, genocídio, terrorismo são palavras nunca usadas para descrever Israel.
Se dão ênfase à Resolução da ONU que prevê o desmantelamento do Hezbollah, porque é que não dão à Resolução da ONU que obriga Israel a respeitar a soberânia da Palestina. Com direito à autodeterminação como qualquer estado, a um exército próprio como qualquer estado, à definição de fronteiras como qualquer estado.
O Hamas não reconhece a existência de Israel e são considerados terroristas. O Likud de Netanyahu e Sharon enquanto governo de Israel recusou-se a reconhecer a existência da Palestina e são considerados os bons amigos do ocidente.
Se é o Irão que quer construir uma bomba atómica é um perigo incalculável, Israel já a tem há muito.
Mas porquê e como é que o Público tem na primeira página na sua edição de 17 de Julho de 2006 o título “Mísseis do Hezbollah matam civis na cidade mais tolerante de Israel”.
Mas porque é que não se dá voz a quem tem alguma coisa inteligente para dizer? Porque é que o Clube de Jornalistas dá à meia-noite na 2:? Porque é que não se dá voz ao José Goulão e ao Rui Pereira em vez do Nuno Rogeiro, do Marcelo Sousa, do José Malato ou da Júlia Pinheiro? Mas não há intelectuais nos países árabes? Não há professores catedráticos? Não há jornalistas (não confundir com fazedores de notícias)? Não há internet nos países árabes?
Porque é que os media portugueses utilizam reportagens feitas pelo próprio exército israelita de auto-elogio e não arranjam meia dúzia de tradutores para as edições online dos jornais árabes?
Mais uma vez o absurdo anda à solta. Até quando?
Porquê GNU/Linux?
July 26, 2006
Uso GNU/Linux há uns 8 anos. Dizem-me que não fiz a transição para SL e Linux da forma normal.
Mudei porque me fartei de Windows é certo. Mas principalmente porque eu sou daqueles que vem para a informática pela mão dos Spectrum. Dos scriptzinhos em basic. Do Chucky Egg, do Kunk-fu Knights e do Renegade. Do aprender, experimentando.
Um dos primeiros websites sobre GNU/Linux que encontrei na internet foi o Distrowatch. E o que me chamou à atenção foi o título (que ainda hoje mantém): “Put the fun back into computing. Use Linux, BSD.”. E juntamente com o conceito político, social, científico de Software Livre transformei-me num NIX.
Já experimentei as distribuições Slackware, Red Hat, Suse, Debian, Caixa Mágica, Ubuntu, Kubuntu, Knoppix e actualmente Fedora. Na República Popular da China espero experimentar a distribuição Red Flag.
De resto, por isto também.
Às voltas na Maia
July 24, 2006Apesar de não ser maiato de nascença, estou ligado à Maia desde sempre e particularmente ao centro da Maia e Vermoim há 9 anos, onde fiz o meu ensino secundário.
E apesar de morar há uns 3 anos a dois passos dessa minha anterior escola, não costumo passar por lá e recordar situações, pessoas, momentos.
Mas há dias atrás fui e vi que há coisas que não mudam.
Apesar de já haver grafities a sério espalhados por tudo o que é parede, as promessas de amor eterno (que geralmente duram só os 3 anos que passamos lá), escritos normalmente por miúdas com corrector branco (só as miúdas usam corrector) em inglês (Ana Love António), francês (Je t’aime Luís 11ªF! Ass. Sofia 11ºB), linguagem algébrica (Sandra + André) continuam a ser usados. É engraçado ver o amor à solta pelas mãos dos adolescentes.
Lembrei-me imediatamente da Liliana. Da Marta, Susana e da Suzete também. Da Sílvia, da Sofia e da Filipa.
Está agora escrito no chão em frente à escola “Enquanto lês isto, quantas pessoas morreram??”. E aqui sim. Algo que mudou em 6 anos. A consciência social.
Eu era apelidado de Comuna por uns, Barça por outros. Tinha inclusivamente um canto da escola chamado Canto Comuna. Onde passavamos a vida “sem fazer a ponta dum corno” e a “controlar as rolas”. Quando não estavamos no Canto, estavamos no Wimpy a comer, a beber e a discutir política e futebol.
No meu 12º ano fiz parte de uma lista que concorreu e ganhou as eleições para a associação de estudantes da escola. É um facto que as nossas medidas andavam à volta de festas e miúdas. Mas um dia uma “rola”, a Filipa (por quem andava meia comunidade masculina a babar-se) foi ter com o Conselho Directivo informar-se sobre a greve nacional de estudantes que estava marcada para o dia seguinte. O Professor e o Lombardo informaram-na que isso não era da responsabilidade deles mas da AE. E encaminharam-na para mim, que por acaso estava a passar por ali já atrasado para a nova máquina de café à beira da papelaria.
Em meio dia, eu e ela, organizamos uma (grande) manifestação da escola até ao isqueiro como a Maia nunca tinha visto. Cadeados na escola, cartazes, polícia anti-motim e tudo.
Continuei a circundar a escola e passei em frente ao ringue. Era aqui que mostravamos os nossos dotes futebolísticos. E lembrei-me imediatamente dum penalty que chutei, marquei mas que foi parar a um vidro do pavilhão em baixo. Nunca cheguei a pagar esse vidro.
Entre amigos e namoradas iamos passando o tempo. Parece que continua assim.
FCB 2007
July 18, 2006
O Barça voltou ao trabalho.
Depois de duas super-taças espanholas, dois campeonatos e uma liga dos campeões, Rijkaard e companhia têm este ano 6 frentes de combate. Super-taças espanhola e europeia, tricampeonato, taça do rei, bi-liga dos campeões e campeonato do mundo de clubes.
Com o calciocaos não só o mercado de transferências vai ser reactivado mas também a liga dos campeões perderá dois crónicos candidatos ao título. AC Milan e Juventus.
Quanto a transferências para o Barça, até agora só foi contratado Eidur Gudjohnsen. Mas também não podia ser de outra maneira. Rijkaard e Txiki sabem muito bem disso. O Barça tem a melhor equipa do mundo desde há dois anos. Joga verdadeiro futebol. Dá espectáculo. Joga bonito.
Guddy foi contratado para colmatar a saída do Larsson. Provavelmente será contratado Thuram ou Zambrotta (ou os dois) para acrescentarem qualidade e experiência.
Quanto a mim, penso que este ano será o Ano Messi. O puto vai mostrar tudo o que vale. No fim da época passada aquela lesão de 3 meses deixou-o fora de momentos culé muito importantes.
De resto, um ataque constituido por Eto’o, Ronaldinho, Messi, Gudjohnsen, Giuly, Ezquerro. Um meio-campo com Deco, Xavi, Iniesta, Van Bommel, Edmilson, Thiago Motta e uma defesa com Puyol, Márquez, Oleguer, Belletti, Gio, Sylvinho. E o Vitor Valdés é uma garantia de segurança na baliza.
O nosso maior adversário na Europa é novamente o Chelsea, este ano com as contratações de Shevchenko e Ballack. Internamente o Madrid tem as suas opções ainda para mais com um treinador como o Fabio Capello. Veremos.
Visca Barça i visca Catalunya!
Yeah, that’s me… kind of
July 15, 2006
Cria o teu alter-ego cibernético em www.meez.com
Descobre as diferenças
July 15, 2006
Eu também
July 12, 2006“… E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre.”
Miguel Sousa Tavares
Ao contrário da mãe que sempre admirei, nunca gostei da escrita e pensamentos do Miguel Sousa Tavares, no entanto isto faz sentido agora.
Obrigado pelo mail, Marta.

