Apesar de não ser maiato de nascença, estou ligado à Maia desde sempre e particularmente ao centro da Maia e Vermoim há 9 anos, onde fiz o meu ensino secundário.
E apesar de morar há uns 3 anos a dois passos dessa minha anterior escola, não costumo passar por lá e recordar situações, pessoas, momentos.
Mas há dias atrás fui e vi que há coisas que não mudam.
Apesar de já haver grafities a sério espalhados por tudo o que é parede, as promessas de amor eterno (que geralmente duram só os 3 anos que passamos lá), escritos normalmente por miúdas com corrector branco (só as miúdas usam corrector) em inglês (Ana Love António), francês (Je t’aime Luís 11ªF! Ass. Sofia 11ºB), linguagem algébrica (Sandra + André) continuam a ser usados. É engraçado ver o amor à solta pelas mãos dos adolescentes.
Lembrei-me imediatamente da Liliana. Da Marta, Susana e da Suzete também. Da Sílvia, da Sofia e da Filipa.
Está agora escrito no chão em frente à escola “Enquanto lês isto, quantas pessoas morreram??”. E aqui sim. Algo que mudou em 6 anos. A consciência social.
Eu era apelidado de Comuna por uns, Barça por outros. Tinha inclusivamente um canto da escola chamado Canto Comuna. Onde passavamos a vida “sem fazer a ponta dum corno” e a “controlar as rolas”. Quando não estavamos no Canto, estavamos no Wimpy a comer, a beber e a discutir política e futebol.
No meu 12º ano fiz parte de uma lista que concorreu e ganhou as eleições para a associação de estudantes da escola. É um facto que as nossas medidas andavam à volta de festas e miúdas. Mas um dia uma “rola”, a Filipa (por quem andava meia comunidade masculina a babar-se) foi ter com o Conselho Directivo informar-se sobre a greve nacional de estudantes que estava marcada para o dia seguinte. O Professor e o Lombardo informaram-na que isso não era da responsabilidade deles mas da AE. E encaminharam-na para mim, que por acaso estava a passar por ali já atrasado para a nova máquina de café à beira da papelaria.
Em meio dia, eu e ela, organizamos uma (grande) manifestação da escola até ao isqueiro como a Maia nunca tinha visto. Cadeados na escola, cartazes, polícia anti-motim e tudo.
Continuei a circundar a escola e passei em frente ao ringue. Era aqui que mostravamos os nossos dotes futebolísticos. E lembrei-me imediatamente dum penalty que chutei, marquei mas que foi parar a um vidro do pavilhão em baixo. Nunca cheguei a pagar esse vidro.
Entre amigos e namoradas iamos passando o tempo. Parece que continua assim.
July 25, 2006 at 2:37 pm
Então ganda maluco!!
Eu lembro-me da manifestação! Todos os gajos atrás da Filipa e ela só tinha olhos para ti!
E daquela vez que estavas a jogar à bola no ringue e o Celso chamava-te Barça. E uns miúdos k estavam com ele perguntaram-lhe porque é k ele te chamava Barça, e ele disse-lhes k tu eras Catalão, eras formado nas escolinhas do Barcelona mas que vieste para cá porque os teus pais tinham vindo trabalhar para aqui. E tu fizeste um passe e os putos “Eh pá, ele é mesmo bom!” AHHAHAH!!!
Um abraço e um beijo
July 25, 2006 at 3:35 pm
Olá!!
Não é todos os dias que tenho um comentário a um post escrito a 4 mãos.
Eu era um sobredotado da bola. Qual Ronaldinho, qual Deco.
E aquele golo de calcanhar do meio campo?!
Um abraço Subiético e um beijo Moranguita!