
Este é o último post que irei publicar aqui antes de ir. O “Império do Meio” já vai na sua oitava parte, já está maior que o “Guerra e Paz” do Tolstoi e ameaça “O Capital” do Marx.
Através de serviços como http, ftp, ssh, telnet, e-mail, icq, xmpp, irc, yim, msn, newsletters, newsgroups, feeds, podcasts ou weblogs deste serviço informático chamado international network vulgo internet a comunicação foi uma das grandes beneficiadas com esta evolução tecnológica circulando por todo mundo, utilizando o chavão, à distância de um clique ou menos que isso, são as próprias notícias que vêm ter connosco.
Irei continuar este ruilog 3.0 como até aqui. Gosto de pensar que as versões de 2000 e 2002 foram experimentais. Portanto aqui ou aqui estarão todos os textos, fotos, relatos que ache interessantes para revelar ao mundo ou pelo menos ao meu mundo sobre a “minha” China.
Algumas pessoas que me conhecem muito bem (e com conhecimento teórico e/ou prático) acham, e já mo disseram várias vezes, claramente, olhos nos olhos, que sou paranóico, psicótico, esquizofrénico. Que vejo coisas que mais ninguém vê, que tento convencer as outras pessoas que vi um elefante gigante amarelo com riscas azuis a voar, que tenho uma 4ª dimensão só minha. Não sei se têm razão, mas a verdade é que não me desagrada essa ideia. Num mundo criado por mim não tinha certamente lugar a exploração, a cobardia, o racismo, o fascismo, a ignorância, a hipócrisia, a mediocridade, a mesquinhez, a TVI, a desinformação, o branqueamento da história, lobos com pele de cordeiro, gente a mexer no lixo à procura de comida, comemorações do 13 de Maio num estado laico, a Idade Média no século XXI ou o Real Madrid. Tinha lugar o progresso, a motivação, a cultura, o raciocínio, a evolução, a arte, as hacks, admirava-se alguém inteligente, que diz alguma coisa inteligente, que faça alguma coisa inteligente, consequente e corajosa. Tinham lugar os livros. Os novos e os velhos. Os teatros e os filmes.
Quanto ao ruilog, no fundo é bom para vocês, leitores desse mundo. O outro mundo para mim. Irão ter visões e textos de pessoas diferentes relatados pela mesma pessoa.
Mais a sério, terei todo o prazer em receber em Xangai todas e todos que me queiram visitar e também de partilhar experiências quer de preparação de viagem quer de viagem para a República Popular da China com gente comum fora do normal que queira mudar qualquer coisa na vida.
Porque a minha nacionalidade continuará a ser portuguesa. A minha Pátria é que será agora a China. A Pátria não é onde a pessoa nasce mas o sítio onde vive, onde se sente bem, onde consegue desenvolver o seu trabalho.