Archive for the 'resiste' Category

Nova Ordem no Médio Oriente

July 27, 2006

Confesso que tenho uma aversão e desprezo desmedidos pela televisão em geral e pelos jornalistas em particular. Prova disso é que não tenho sequer televisor em minha casa.
Sei que estou a ser injusto ao meter tudo no mesmo saco mas assim tenho-me safado da descarga (normal) de desinformação sobre o Líbano, Palestina, Israel, Estados Unidos e outros.
Desinformação que começa na linguagem usada. Nos termos. Conceitos. (Os jornalistas são muito hábeis com as palavras…)
Tenho notado também a falta do “porquê” e do “para quê” na composição das notícias sobre a resistência palestiniana.
E se é o Hezbollah ou a Hamas é porque está a raptar soldados israelitas. Se é Israel está a prender militantes palestinianos, que por acaso foram democraticamente eleitos pelo povo palestiniano. Representantes legítimos portanto.
Se se fala do Hezbollah fala-se num tom reprovador, de mau da fita e que as suas armas têm origem no Irão. Mas omitem que as armas israelitas têm origem nos Estados Unidos.
Referem vezes sem conta que o Hezbollah está a matar inocentes israelitas, omitem que até agora Israel assassinou 340 pessoas nos bombardeamentos e só 28 eram guerrilheiros do Hezbollah.
É de notar também que chacina, assassinato, genocídio, terrorismo são palavras nunca usadas para descrever Israel.
Se dão ênfase à Resolução da ONU que prevê o desmantelamento do Hezbollah, porque é que não dão à Resolução da ONU que obriga Israel a respeitar a soberânia da Palestina. Com direito à autodeterminação como qualquer estado, a um exército próprio como qualquer estado, à definição de fronteiras como qualquer estado.
O Hamas não reconhece a existência de Israel e são considerados terroristas. O Likud de Netanyahu e Sharon enquanto governo de Israel recusou-se a reconhecer a existência da Palestina e são considerados os bons amigos do ocidente.
Se é o Irão que quer construir uma bomba atómica é um perigo incalculável, Israel já a tem há muito.
Mas porquê e como é que o Público tem na primeira página na sua edição de 17 de Julho de 2006 o título “Mísseis do Hezbollah matam civis na cidade mais tolerante de Israel”.
Mas porque é que não se dá voz a quem tem alguma coisa inteligente para dizer? Porque é que o Clube de Jornalistas dá à meia-noite na 2:? Porque é que não se dá voz ao José Goulão e ao Rui Pereira em vez do Nuno Rogeiro, do Marcelo Sousa, do José Malato ou da Júlia Pinheiro? Mas não há intelectuais nos países árabes? Não há professores catedráticos? Não há jornalistas (não confundir com fazedores de notícias)? Não há internet nos países árabes?
Porque é que os media portugueses utilizam reportagens feitas pelo próprio exército israelita de auto-elogio e não arranjam meia dúzia de tradutores para as edições online dos jornais árabes?
Mais uma vez o absurdo anda à solta. Até quando?

Descobre as diferenças

July 15, 2006

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Quem é quem nas estratégias do imperialismo

July 7, 2006

Este artigo é de 2003 mas (infelizmente) continua actual. Um artigo brilhante. Muito bem escrito. Claro. Sem rodeios. Do Jorge Messias.
Bush, Bin Laden, Cheney, Kissinger, Carlucci, …, os bois chamados pelos nomes.

http://resistir.info/energia/quem_e_quem.html

Ai Portugal Portugal

June 30, 2006

Depois do viaCTT, do netemprego e do empresanahora.mj.pt (ninguém pára o Socrates)…

“Portugal visto de fora é uma economia de sucesso… Portugal poderá ser uma das dez economias mais ricas do mundo, diz o economista Sérgio Rebelo.”

Teoria completa, aqui.

(Ainda não consegui parar de rir…)

Patriotismo saloio

June 23, 2006

Eu penduro bandeiras de Portugal nas janelas da minha casa quando:

- Portugal deixar de ser o país da Europa com maior índice de abandono escolar, analfabetismo e corrupção.

- Em Portugal, ninguém que trabalhe ou queira trabalhar ou tenha trabalhado toda a vida, ou que não possa trabalhar, passe fome.

- O desemprego não for um desígnio nacional.

- A classe política deixar de ser maioritariamente composta por incompetentes patéticos.

- As televisões entenderem que, ao transformar os incêndios em grandes espectáculos de variedades, estão a transformar os incendiários em realizadores e produtores de grandes programas de televisão, o que os enche de vaidade e é altamente motivador.

- As televisões entenderem que em vez de lançarem a confusão sensacionalista têm a obrigação de apresentar e explicar as notícias.

- As televisões perceberem que não são generalistas da merda mas de comunicação.

- Se investigar como é que “aquele” senhor arranjou dinheiro para comprar o Ferrari.

- A TVI encerrar por total falta de audiência.

- Houver tantos Portugueses que sabem quem são a Maria João Pires e a Helena Vieira da Silva como os que sabem quem são o Pinto da Costa, o Valentim Loureiro, o Manuel Luís Goucha, a Romana, a Júlia Pinheiro, a Bibá Pita e o Mantorras.

- As Helenas Vieira da Silva não tiverem que emigrar para fazer carreira em países civilizados.

Natureza Morta

May 31, 2006

Ontem fui com a Joana ao Teatro do Campo Alegre ver o filme/documentário Natureza Morta da Susana de Sousa Dias, recomendado por outra Joana.
Um documento a preto e branco que aliado ao som resulta na criação de um registo frio e tenebroso dos 48 anos da ditadura Salazarista.
A transposição do fantasma ditatorial é feita em rigor para o ecrã e a atmosfera torna-se mais fria dentro da sala ao visionar as imagens de um passado negro. Será um documentário de terror? Sem qualquer dúvida que sim. Mas bem real.
A realizadora recorre a imagens de arquivo da ditadura para construir a sua obra. Apesar da forma abstracta da concepção deste documentário, as imagens não o são. São pessoas reais de um período real. O facto de não existirem diálogos narrativos confere um estado de constante procura de diálogos dentro do espectador. Mas as monstruosidades dos actos fascistas não têm palavras.
Natureza Morta evolui: a partir da chegada ao poder de Salazar ao fanatismo popular em torno do ditador; olhando para a Guerra Colonial e as suas consequências (ficou-me na memória os soldados portugueses munidos de napalm a queimarem as plantações das populações locais para os matarem à fome); não deixando de lado a passividade dos países estrangeiros (EUA ou o Reino Unido, os países da liberdade…) que fizeram por ignorar a situação nacional; passando pelo apoio incondicional da Igreja ao regime (passagens e referências mordazes e verdadeiras sobre a Senhora de Fátima e o poder da ICAR sobre o Povo reconhecidas ao olhar particular de cada espectador); até a forma como a alta sociedade que pactuava com o estado das coisas; termina finalmente com a Revolução dos Cravos. O filme é intenso e quando no final chegam algumas imagens explícitas das atrocidades da guerra, estas não chocam, apenas são consequências de um regime doentio. O filme não foca apenas um ditador e o seu regime, é composto por pessoas, rostos de pessoas que vão sendo desfiladas ao longo do documentário. Vítimas da opressão (alguns ficaram uma vida na cadeia devido às suas convicções politicas), servem de pausa reflectiva. Do seu púlpito, Salazar controla as massas e os seus exércitos. Declaradamente pela força, declaradamente com a Igreja pela subversão do Povo. A montagem e edição das imagens em câmara lenta são fulcrais para recriar o opressor sempre que ele aparece no ecrã. As sequências são tão soberbas como assustadoras. Para se existir no presente é preciso entender o passado.
Natureza Morta
traz para o nosso quotidiano a lembrança de uma época negra da história portuguesa. A liberdade prolifera nos nossos dias e é dada como adquirida, mas muitas pessoas sofreram para que esta pudesse voltar a existir desde 25 Abril de 1974. Este documentário é também um tributo a essas pessoas.

Para que a memória não se apague, este documentário deve ser difundido e visto por todos.

Medidas tomadas contra o Irão que não forem adoptadas também contra Israel carecem de credibilidade

May 23, 2006

Ao
Excelentíssimo Kofi Annan
Secretário-Geral das Nações Unidas

18 de Maio de 2006
Ref.: Ameaça iraniana de retirar-se do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP)

Excelência:

Os projectos nucleares do Irão adquirem um significado alarmante com a recente ameaça do país de retirar a sua aceitação ao Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).

O Médio Oriente é uma região volátil. Nos últimos 50 anos o Médio Oriente teve mais guerras do que qualquer outra região no mundo. Se governos nesta região adquirirem armas nucleares a probabilidade de um holocausto nuclear no ME acresce agudamente.

Um holocausto nuclear no Médio Oriente afectará todo o mundo.

Falta credibilidade aos esforços para travar projectos nucleares do Irão na medida que permitem a outros governos nesta região possuírem tais armas.

Como é bem sabido, em 1987 um tribunal de Israel sentenciou o cidadão israelita Mordechai Vanunu a 18 anos de prisão por informar o Sunday Times acerca da indústria de armas nucleares de Israel.

O tribunal israelita declarou Vanunu culpado por Traição, não por Calúnia.

Isto equivale a uma admissão oficial de que Israel tem armas nucleares.

Até agora o Irão nega que pretenda construir armas nucleares e subscreveu o TNP. Todos os governos israelitas recusaram-se a assinar o TNP.

O sr. Shimon Peres, vice-primeiro-ministro de Israel, recentemente respondeu às ameaças iranianas contra Israel declarando que "o Irão também pode ser destruído".

Sugerimos que o senhor actue de modo a que tanto Israel como o Irão obedeçam ao TNP e coloquem todas as suas instalações nucleares sob controle internacional.

As medidas tomadas contra projectos nucleares do Irão que não forem aplicadas também a projectos nucleares de Israel carecem de credibilidade e estão destinadas a aparecer como enviesadas e hipócritas.

Convidamos o senhor a declarar que a ONU apoia um Médio Oriente Livre do Nuclear e que actuará no sentido de fazer com que todos os governos nesta região assinem o TNP.

Só a pressão sobre TODOS os governos nesta região pode impedir um holocausto nuclear.

Atenciosamente,
à espera da sua resposta,
Gideon Spiro, Comité coordenador

Em nome dos seguintes membros do Comité:
Akiva Orr, Yael Lotan, Dr. Yehuda Atai, Ehud Ein-Gil, Alon Marcus, Giyora Neumann

Para mais informação é favor contactar o Comité Israelita para um Médio Oriente Livre de Armas Atómicas, Biológicas & Químicas: Caixa Postal 16202, Tel Aviv, 61161, Israel; Tel/Fax +972-(0)3-5222869; e Email: spiro@bezeqint.net

O original encontra-se em http://mrzine.monthlyreview.org/annan200506.html

Fátima – A manutenção do embuste

May 16, 2006

Fátima, S. A. teve neste 13 de Maio uma multidão de clientes atraída pela campanha mediática, organização profissional de peregrinações e pelo período de crise que se vive, propenso à superstição e ao fanatismo.

Mas a ICAR já pressentiu que os peregrinos estrangeiros esmorecem com a escassez de milagres e a orquestração de um evento que tresanda a falsidade.

São mais os peregrinos atropelados nas maratonas da fé do que os sinais do divino.

Para prolongar a vida do negócio a ICAR tirou da cartola um anjo que teria visitado o local um ano antes da Virgem. Já começou a comercialização da trapaça. Já divulgou que os pastorinhos viram o anjo, uma espécie zoológica que se julgava extinta e que, afinal, estacionou na Cova da Iria.

Fátima era lugar privilegiado para carreiras regulares entre o Céu e a Terra, quando a fé era mais importante do que a escola, a religião mais respeitada que a ciência e os padres mais convincentes do que os professores.

Assim, o anjo pôs as asas das longas viagens, escovou as penas, fez a higiene matinal e partiu para a Cova da Iria. No Céu era um infeliz entre a numerosa fauna. Na Terra teria três crianças à sua espera, ansiosas pela conversão da Rússia e pela adopção do terço como terapêutica de primeira linha nas mais diversas moléstias.

Ninguém sabe o que veio fazer a criatura mas o pasmo entre os créus cresce e a ICAR já testou a mercadoria. Sob os auspícios do anjo voador vêm mais peregrinos, caem mais uns óbolos e prolonga-se o período de exploração do mais astuto ardil para manter viva a fé e perpetuar a superstição.

É um embuste que a máquina eclesiástica já pôs a render e que, com as canonizações previstas, assegura o retorno dos investimentos imobiliários com benefícios acrescidos no campo da publicidade e na conversão das almas.


de Carlos Esperança publicado em ateismo.net

Día de la catástrofe palestina: al-Nakba

May 15, 2006

El 15 de mayo, el día del gran recuerdo, no miramos atrás para desenterrar la evidencia de un crimen pasado, porque al-Nakba [El Desastre] es un presente extendido que augura mantenerse en el futuro. No necesitamos nada para recordar la tragedia humana que hemos padecido durante los últimos 53 años: seguimos viviéndola en la actualidad. Seguimos resistiendo sus consecuencias, aquí y ahora, en la tierra de nuestra patria, la única que tenemos. Mahmud Darwix, poeta palestino

En 1897 en Basilea, Suiza, lugar de celebración del primer congreso sionista de los judíos, es donde se menciona por primera vez el nombre de Palestina como futuro hogar nacional de los judíos.

A partir de aquellos momentos empiezan los líderes judíos sionistas a planear y tejer una serie de acciones en todos los ámbitos para cumplir el sueño de llevar a todos los judíos del mundo hacia Palestina e implantarlos en aquel país, sin importarles si allá había o no un pueblo con sus raíces arraigadas desde los tiempos de la aurora de la humanidad.

El proyecto sionista en las primeras décadas post-congreso sufrió un revés y fracasó en colonizar a Palestina. Ello se debió a varias razones, entre ellas el rechazo del Imperio Otomano de venderles Palestina, a pesar de las grandes sumas de oro ofrecidas por la Agencia Judía Internacional, ya que esas tierras tienen un valor religioso muy importante, inclusive para los turcos musulmanes, por Jerusalén y su mezquita (ALAQSA) mencionada en el Corán.

En lo práctico y cotidiano era difícil convencer a un europeo, sólo por profesar la religión judía, de abandonar su patria (sea Alemania, Polonia, Francia, etcétera) y emigrar hacia Palestina para construir un hogar nacional, sólo para judíos, y dejar una Europa surgente, pujante en su desarrollo industrial, adelantada en todos los aspectos de la vida y, comparándola con Arabia y Palestina particularmente –una zona que estaba sufriendo el colonialismo turco, por más de cuatrocientos años-, una zona atrasada, a propósito, en los aspectos económicos, sociales, educacionales, etcétera, por culpa del Imperio Otomano.

Unos pocos miles de judíos (menos de 30 mil) fueron emigrados hacia Palestina, tratando de convivir junto a los árabes. Pasaron los años y casi se entierra el proyecto sionista, hasta que empiezan a ver posibilidades reales en el terreno, que permiten realmente llevar a cabo dicho proyecto, los cuales puedo resumir en tres aspectos principales:

Uno: Declaración de Balford

Aprovechar los acontecimientos de la Primera Guerra Mundial y acercarse a Gran Bretaña (potencia líder mundial), hasta arrancarle una promesa al canciller británico de aquel entonces, de otórgales a los judíos una parte de Palestina para “construirles un hogar nacional para ellos”. Dicha promesa (Declaración de Balford, 1917) finalizando la Primera Guerra Mundial, les sirvió como plataforma política y fue de gran apoyo, hasta 1948, para llevar a cabo el proyecto colonialista más cruel, humanamente hablando, y el más protegido por las potencias políticamente.

Dos: aprovechamiento del fascismo europeo

Aprovechar el surgimiento del fascismo en Europa a finales de los años 20 del siglo pasado, hasta que terminó la Segunda Guerra Mundial. Todos sabemos cómo fueron tratadas las masas judías por el fascismo europeo: en Italia, con su líder fascista Moussolini; en España, con su líder Franco; y todos los nazis y su líder fascista Adolfo Hitler.

Los judíos fueron diseminados, humillados, asesinados por dichas fuerzas en casi toda Europa, situación que fue altamente aprovechada por el movimiento sionista internacional para captar a esas masas de judíos y convencerla fácilmente para emigrar hacia Palestina, y construir ahí su paraíso.

Tres: falta de apoyo pan-arábico hacia Palestina

La falta de un apoyo pan-arábico eficaz al indefenso pueblo palestino en su lucha, tiene como razón fundamental, la naturaleza de los regímenes árabes en aquel entonces, recién constituidos, nombrados por el mismo imperio colonial extranjero antes de salir de la región, o sea regímenes que no representaban los verdaderos intereses de los pueblos, sino de una elite dependiente de los amos occidentales y más bien su rol era negativo, porque al negarle la ayuda material y logística a los palestinos fue justificada dicha negativa por la presencia de unidades militares de sus ejércitos que benefició al Estado Sionista recién constituido en el corazón del mundo árabe, en Palestina, nombre que ha querido ser borrado del mapa oficial mundial, a la vista y paciencia de los gobernantes árabes pro-occidente.

Pero no todos saben que las fuerzas armadas de judíos provenientes de Europa, estaba formada por grupos terroristas, que iniciaron un plan bien estudiado para ocupar poco a poco los lugares más importantes de la Patria Palestina, usando todos los métodos y contando con la venia incondicional de los británicos en su protectorado, “Palestina”.

Como consecuencia de dicho plan sionista, el pueblo palestino enfrentó dicha confabulación mixta británico-sionista, la que rechazó, enfrentó y resistió usando las fuerzas a su alcance en aquel tiempo. Pero, sin armas adecuadas, sin una dirigencia clara y unida, sin un apoyo pan-arábico real y eficaz, no pudo vencer y fueron destruidas más de 420 aldeas y poblados, expulsados de sus tierras y casas cientos de miles de pobladores en pocos años.

Masacres como la de Yassin y Kafr Qasem son ejemplos de lo que pueden hacer esas nuevas fuerzas sionistas en la vida.

El 14 de mayo

Las intenciones de los británicos estaban principalmente enfocadas en garantizar a los judíos las bases políticas, jurídicas y materiales, al entregarles parte de Palestina como un hogar, pero las intenciones del alumno superaron al maestro.

Ellos asumieron el 45% del territorio palestino (que les fue destinado en la resolución No. 181 de Naciones Unidas de 1947) y siguieron avanzado hasta alcanzar el 75% del territorio total de Palestina. El 14 de mayo de 1947 surgió por primera vez el Estado de Israel en el territorio palestino, ocupando la parte que le fue asignada, más la que ellos tomaron de la parte árabe-palestina.

Con los años se convirtió el tierno cordero en un lobo feroz que terminó con la ocupación de toda la Palestina histórica, en la famosa guerra relámpago de los seis días, en 1967. Y con ello y resultado de ese conflicto, el 60% del total del pueblo palestino vive fuera de su tierra, de donde fue arrancado, sin derecho de retornar a sus casas, tierras y propiedades, a pesar de todas las resoluciones de las Naciones Unidas, tanto del Consejo de Seguridad como de la Asamblea General.

Nosotros los palestinos, antes de todo, sabemos que Dios es grande y se hará justicia para nuestro pueblo, un día, mientras debemos continuar presionando para que las potencias mundiales en general, y la usamericana en especial, tomen cartas en el asunto y apliquen la ley internacional, por ejemplo, ejecutar las resoluciones del Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas, como las Res. No.191, 242, 338, por mencionar algunas, que están destinadas a hacer justicia.

Hasta ahora las administraciones usamericanas sucesivamente se han preocupado de hacer justicia a sus intereses. Es por ello que los representantes usamericanos han abortado más de 24 intentos del Consejo de Seguridad de Naciones Unidas, a través del derecho al veto, a proyectos de resoluciones encaminadas en hacerle justicia al pueblo palestino ¿Por qué la administración usamericana refleja a las fuerzas vivas de nuestro pueblo como fuerzas terroristas? ¿Por qué EE.UU. presenta al negro como blanco y al diablo como ángel? ¿Por qué EE.UU. no dice de una vez por todas, que ellos no tienen principios morales que rigen su política exterior, sino intereses materiales y económicos, y que no hay diferencia entre estar al lado del diablo o de los ángeles con tal de protegerlos, aunque violen así todas las normas y principios morales del hombre?

Nuestras manos heridas todavía pueden extraer la marchita rama de olivo de los escombros de la masacrada arboleda, pero sólo si los israelíes alcanzan la edad de la razón y reconocen nuestros legítimos derechos nacionales, definidos por las resoluciones internacionales, entre las cuales destacan el derecho al retorno, la retirada completa de los territorios palestinos ocupados en 1967 y el derecho a la autodeterminación y a un estado independiente y soberano con Jerusalén como capital.

De igual modo que no puede haber paz con ocupación, no puede haberla entre amos y esclavos.

La comunidad internacional no puede, como hizo en el año de al-Nakba [1948], cerrar los ojos por mucho más tiempo ante lo que está ocurriendo en la tierra de Palestina.


Sharif Mazen es un palestino residente en Nicaragua.
Fonte: rebelion.org

Le monde est plus dur quand il n’est pas conçu pour vous

May 12, 2006

http://www.ad-awards.com/inc/video.swf?id=104

NOTA: É urgente ser-se inteligente.